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Por: Giovana Botti (Redator)

O mercado mundial de jogos digitais deve movimentar mais de 82 bilhões de dólares em 2015, de acordo com previsões relatadas em uma pesquisa inédita sobre o setor, encomendada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e divulgada no início de abril.

O estudo sobre a indústria brasileira de games foi realizado pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP) e recebeu apoio de R$ 1,3 milhão do Fundo de Estruturação de Projetos do banco (BNDES FEP). Foram ouvidas 133 empresas nacionais de desenvolvedores de games para a conclusão do primeiro censo do setor, considerado de importância estratégica para a economia.

No Brasil, a indústria ainda é incipiente, formada basicamente por micro e pequenas empresas, e a produção de jogos digitais para consoles é considerada pelo estudo como “praticamente nula”. Diante do potencial do mercado e da pouca relevância do Brasil no segmento, o BNDES investiu na pesquisa para apurar novas políticas públicas para o setor.

Como resultado, o estudo propõe políticas para fortalecer a competitividade da indústria e indica, por exemplo, o estímulo a concursos de projetos originais e à criação de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Jogos Digitais. A pesquisa do BNDES também aponta como pleito do setor a promoção de linhas de crédito específicas e a inclusão dos games na Lei do Audiovisual. Para conhecer as propostas, clique aqui.

Segundo o estudo da FUSP, a necessidade de se entender melhor o mercado de games aumenta também porque cresce a tendência de uso de jogos digitais em atividades de educação, pesquisas científicas, treinamentos, saúde, escolha de vocações, arquitetura e construção civil. São os chamados jogos de caráter “sério”, cujos objetivos vão além do entretenimento.

Serious games

A pesquisa explica que os chamados “serious games”, que têm propostas de desenvolvimento de conceitos e competências, tem alto potencial de crescimento em diversos setores, do sistema educacional ao trabalho.

O estudo aponta que, a tendência é de adoção de jogos digitais nos currículos brasileiros, mas adverte para o ritmo lento das mudanças e indica a necessidade de incentivos governamentais para consolidar o game como estratégia de ensino no Brasil.

No ambiente de trabalho, o estudo prevê que, com o gradativo aumento do número de trabalhadores nascidos a partir da década 90, a tendência é de incorporar cada vez mais os jogos digitais como ferramenta de treinamento profissional. Para acessar o relatório final da pesquisa, clique aqui.