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Latin Lab

Por: Latin Lab

Como as emissoras de televisão encontram financiamento para seus conteúdos para crianças? Qual papel os estados e as políticas públicas têm no incentivo a essas produções? O que acontece com os canais comerciais quando as leis restringem a publicidade na programação infantil?

 

Eis algumas das perguntas e debates interessantes que aconteceram no Foro de contenidos de radio y televisión para niños, convocado pelo Instituto Federal de Telecomunicaciones de México (Ifetel) em 2016.

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Foro de Contenidos de Radio y Televisión para Niñas y Niños. Divulgação.

O Fórum, que aconteceu entre 6 e 7 de junho na Cidade do México, contou com a presença de funcionários, educadores, produtores, realizadores, responsáveis de canais de televisão pública e privada e especialistas de todo o mundo, vinculados à produção de conteúdos audiovisuais para crianças.

Esteve presente no Fórum Valeria Dotro, diretora de conteúdos do LatinLab, compartilhando algumas estratégias fundamentais para estimular e alentar a produção de qualidade com a perspectiva que tem como foco os meninos e as meninas.

Uma das conclusões mais importantes esteve vinculada à importância das políticas públicas que alentam e dão apoio à produção de conteúdos audiovisuais de qualidade.

Desde essa perspectiva, as experiências da Argentina, com a criação do canal público Pakapaka, o Ministerio da Cultura da Colombia e seu aporte à produção, o Conselho Nacional de Televisão do Chile (CNTV) e os fundos para a produção infantil marcaram importantes sugestões para o futuro mexicano.

Também no caso do Canadá, segundo explicou Valerie Creigthon, do Canada Media Fund, o estado regula o fundo canadense para a televisão com aportes que provêm, por exemplo, da televisão a cabo e dos impostos.

De outro lado, destacou-se a importância de ações como o Festival Prix Jeunesse Iberoamericano, que desde 2009 é realizado no Brasil. Ele fomenta a produção de qualidade e promove pontos de encontro para debater sobre os conteúdos e sua realização e produção na América Latina.

Outra conclusão importante esteve vinculada com a necessidade de capacitar e formar produtores e realizadores que pudessem abordar a produção de conteúdos de uma perspectiva respeitosa da infância e de seus direitos, e não só com respeito à lógica comercial. Nesse ponto, o Latinlab explicou suas principais linhas de trabalho, que consiste em ampliar a formação para a América Latina e para o resto do mundo quanto à produção específica para crianças e jovens. Uma estratégia central é a conformação de alianças entre instituições da região. Nesse sentido, destacou-se a aliança entre Latinlab e  comKids para o oferecimento do  curso virtual de conteúdos de qualidade para crianças, que teve sua primeira versão em português em 2015, com mais de 80 alunos.

Além disso, o fórum deixou, além dessas conclusões, alguns debates abertos em torno à relevância das legislações locais sobre a proibição da publicidade nas programações infantis, ao invés de políticas públicas na regulação de cotas de programação infantil em canais públicos e comerciais e a importâncias de entes reguladores que trabalham especificamente sobre os conteúdos de rádio e televisão para a infância.

Desde o Latinlab, nós celebramos essas iniciativas de trabalho e reflexão em conjunto que nos permitem seguir pensando e gerando estratégias para produzir mais e melhores conteúdos para as crianças de todo o mundo.

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Foto: Fórum de Conteúdos de Rádio e Televisão para crianças, México. Divulgação.

 

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LATINLAB é um laboratório de investigação, criação e reflexão em torno da televisão infantil e das multiplataformas na América Latina.