Colunista

Beth Carmona

Por: Beth Carmona

No último fim de semana, tive o belo e doce prazer de ver a peça “Meu Jardim”, do chamado teatro para bebês com Luis Andre Cherubini, um dos criadores do Grupo Sobrevento.

A oportunidade veio através do FIL – Festival Internacional de Intercambio de Linguagem , que sempre nos provoca com imagens, ideias e pensamentos sobre a linguagem criativa das artes em geral.

Desde 1986, o Grupo Sobrevento pesquisa o teatro de animação com bonecos e objetos e, agora, passa a dedicar-se também a essa nova iniciativa do Teatro para bebês. De forma singela, simples e brasileira surpreende pela interpretação e construção de um jardim imaginário, com vistas a sensibilizar bebês e crianças de até 3 anos. Cores, panos, adereços simples representam pássaros, animais, flores e a natureza que, acompanhados pela luz teatral, a música, texto e elementos de percussão criam uma atmosfera delicada e agradável, convidando pais, mães, filhos (no caso crianças e bebês presentes), a viajar pelo país.

Foto de divulgação

“Meu jardim”, Grupo Sobrevento – Foto de divulgação

A proposta realmente funciona e, desde cedo, traz não só o conhecimento e o gosto pela cultura de raiz do Brasil, como proporciona um momento poético de imenso valor entre pais e filhos. Essa é a base do teatro para bebês: cultura na medida e na linguagem dos pequenos, convidando famílias a freqüentar espaços de arte com seus filhos de forma prazerosa. Segundo Luis André, esse é um movimento que já acontece na Europa há alguns anos e que ainda causa alguma surpresa no Brasil.

“Meu Jardim” mostra que conhece o universo do zero a três anos e, na criação do espetáculo, o grupo respeita o tempo das crianças, utiliza ações repetidas e brinca com a música e a percussão, elementos pertinentes a quem cria e escreve para essa faixa etária.

Sobre o “Meu Jardim”
Entediado, em meio a um deserto, um viajante decide criar um jardim. A partir do texto da autora belga de origem iraniana Mandana Sadat, o Grupo Sobrevento compõe um espetáculo que utiliza elementos visuais e sonoros próprios da cultura brasileira, que a aproximam da cultura iraniana e que, curiosamente, parecerão familiares a cidadãos de todo o mundo.

Veja também: sobrevento.com.br e FIL.art.br

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Direção geral e editorial do comKids.