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Por: comKids (Redator)

A história de “Pluft”, clássico do teatro infantil brasileiro e referência para várias gerações, tem previsão de estreia nos cinemas em 2018. A adaptação da peça, criada por Maria Clara Machado em 1955, está sendo filmada em 3D pela produtora Raccord, com direção de Rosane Svartman. “A técnica 3D proporciona uma experiência sensorial que vai contribuir bastante para um filme com fantasmas, piratas e muita fantasia”, explica a cineasta. O orçamento do longa é de cerca de 9 milhões de reais.

O ator mirim que vai viver Pluft ainda está sendo escolhido para a segunda etapa de filmagens prevista para junho. Mas o elenco do “mundo humano” já participou da primeira fase do filme, gravada no ano passado. Entre eles o ator Juliano Cazarré, como o pirata Perna de Pau, e Lolla Belli, no papel da menina Maribel.

pluft_divulgação

Pluft, divulgação.

Clélia Bessa, produtora do filme, e Rosane Svartman contaram ao comKids sobre o trabalho de adaptação da história para o cinema, no primeiro filme live-action infantil feito em 3D no Brasil. E há planos para uma série de TV.

Giovana Botti (comKids) – Como foi adaptar para o audiovisual um clássico teatral que já tem mais de 60 anos?

Rosane Svartman – A Cacá Mourthé, que é herdeira intelectual e também dos direitos da Maria Clara, assina o roteiro. Junto com ela o José Lavigne, que participou de diversas montagens do Pluft. Com esta rede de conhecimento e afeto em torno do texto, pudemos elaborar uma versão para o cinema que respeita o universo original, mas que é absolutamente cinematográfica.

– Como essa história de 1955 ainda dialoga com o público de hoje, que tem forte referência da cultura das telas, desenhos animados, games e apps?

Rosane Svartman – O filme fala do medo do que é diferente e como o afeto pode vencer o medo. É um filme que trata de um rito de passagem, da infância para a adolescência, isso não muda.

– Pluft foi uma referência importante para você também quando criança? Fez parte do imaginário da sua infância?

Rosane Svartman – Nunca vou esquecer da sessão de teatro que assisti quando era criança. Foi este olhar, de encantamento, que tentamos trazer para o filme.

– Pluft é o primeiro longa infantil não animado rodado em 3D no Brasil. Qual o custo da produção? E o que torna o 3D diferencial para contar essa história?

Clélia Bessa – O filme está custando em torno de 9 milhões de reais e, na verdade, por ser um mundo mágico, fantasmas e piratas, o 3D ajuda a contar essa história e nos transportar para outro lugar, é sensorial. E um outro fator importante para essa escolha é o mercado infantil. Para ganharmos esse público estaremos competindo com filmes 3D de outras cinematografias, principalmente a norte-americana, que traz grandes títulos e franquias para os cinemas brasileiros. Nosso soldado é o “Pluft”…rsrs

– Uma parte do casting já foi escolhida. Qual a metodologia usada na seleção? 

Clélia Bessa – Teste em todo o Brasil e as selecionadas fizeram testes já com fala e na presença da diretora.

– E quais os cuidados e dificuldades de realizar um casting com crianças?

Clélia Bessa – Cada cidade tem a sua legislação própria. No Rio de Janeiro, só podemos filmar 6 horas por dia. Claro que a criança não é um ator ainda, está em formação, então o ritmo é outro. A criança tem que estar sempre acompanhada de um responsável, temos que cercá-la de todo o apoio; seja educacional, médico, psicológico, etc.

– A previsão de estreia é 2018. Terá parceria internacional ou planos para série de TV?

Clélia Bessa – No momento ainda não temos nenhuma parceria internacional, estamos tentando. E, sim, temos intenção numa série de TV. Talvez um spin off, mas estamos cuidando primeiro do filme, uma coisa de cada vez!

Pluft
Produção: Raccord Filmes
Coprodução: Globo Filmes
Distribuição: Downtown e Paris Filmes

Imagem do destaque: Pluft. Foto: Pepe Schetino.