Colunista

Garatújas Fantásticas

Por: Garatújas Fantásticas

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Brincar é parte fundamental do desenvolvimento. E é um erro achar que crescer significa deixar isso de lado. Aqui, aproveitamos para anunciar nosso manifesto: vamos brincar, gente, seja qual for a sua idade!

É brincando que a gente ri, aprende, olha no olho, lida com as emoções, fantasia e ainda esquece as complicações. É brincando que falamos todos a mesma língua, dividimos e somamos sem esforço. Também na brincadeira às vezes somos contrariados. E aí, meu amigo, ou aprende a brincar ou a vida vai dar nó.

Mais importante de lembrar, é brincando que pais e filhos passam os melhores momentos!

No Garatujas, mesmo trabalhando a gente brinca. Pois nada mais natural do que gostar de falar sobre esse tema. A lista abaixo é uma grande brincadeira e tem pra todo mundo: exposição interativa, álbum de fotos, peças de madeira, projeto social e parquinhos incríveis. Tudo muito inspirador pra sair ou não do lugar!

Quer ver? Põe o dedo aqui:

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Não tem lembrança mais poderosa pra amolecer o coração de uma pessoa do que o brinquedo preferido de sua infância. Em geral, ele não é o mais caro, nem o mais tecnológico, muito menos o mais bonito: mas tem alguma mágica ali escondidinha que faz uma conexão muito forte acontecer. E mesmo que o brinquedo, material, um dia “acabe”, viverá pra sempre no cantinho mais doce de nossa memória.

Embalado pela doçura desse encontro, o fotógrafo italiano Gabriele Galimberti saiu por aí com sua câmera registrando, justamente, as crianças e seus brinquedos. Ah! E claro, a mágica tá ali também: ao mesmo tempo invisível e bonita de dar nó na vista =]

Lembra um pouco o “Where Children Sleep“, aquele livro com retratos incríveis de crianças e seus quartos, fotografados por James Mollison, não?

Abel – Nopaltepec, México

Abel – Nopaltepec, México

Alessia – Castiglion Fiorentino, Itália

Alessia – Castiglion Fiorentino, Itália

Allenah – El Nido, Filipinas

Allenah – El Nido, Filipinas

Enea – Boulder, Colorado

Enea – Boulder, Colorado

Chiwa – Mchinji, Malauí

Chiwa – Mchinji, Malauí

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“Mãos Criativas, Cabeça Inteligente” é o nome de um projeto que estimula a curiosidade das crianças através daquilo que elas mais gostam: brinquedos. Mas não estamos falando de brinquedos comprados, de bater o olho e escolher. Aqui, as crianças são instigadas, numa iniciativa superbacana, a montar seus próprios brinquedos com materiais reaproveitados e que, portanto, acabam por potencializar ainda mais a imaginação.

A iniciativa é da TooDo Eco, uma plataforma educacional voltada ao desenvolvimento sustentável, que acredita na brincadeira como ferramenta para mudar a educação.”Estamos desenvolvendo-o em coletivo com três escolas muito inspiradoras de São Paulo. Cada brinquedo é um projeto em si mesmo. As crianças se organizam em grupos para montar. E ali surgem perguntas, como por exemplo: por que algumas pessoas vomitam quando giram? As crianças fazem pesquisas e se reúnem para compartilhar as descobertas”, está escrito no site do Catarse, uma ferramenta de financiamento colaborativo.

Com as perguntas feitas, uma série de conteúdo será criado: roteiros, personagens, histórias e conteúdos e um álbum de figurinhas colecionáveis, além de um guia para educadores. O objetivo é fazer da escola um ambiente divertido de aprendizagem.

O vídeo abaixo, feito com os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima – fica no Butantã e tem uma metodologia bárbara, inspirada na Escola da Ponte! =]

Oficina em Amorim Lima 2012 from TooDo Eco on Vimeo.

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Um casal com experiência em design gráfico e arquitetura decide fazer algo especial para a chegada de seu primeiro filho e começam a fazer seus próprios brinquedos de madeira.

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Bebês e crianças passam a maior parte do tempo brincando. É assim que eles aprendem e portanto o brinquedo que é usado para a brincadeira é muito importante.

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Shusha (como é chamada a fábrica de brinquedos de madeira deste casal na Rússia) quando vai criar um novo brinquedo, faz questão que eles sejam não somente divertidos, mas também ajudem a desenvolver habilidades importantes: a motora, a lógica, a imaginação e o bom gosto.
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Este vídeo abaixo criado por eles, dá vontade de brincar a tarde toda! :D

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Hoje gostaríamos de entrar numa cápsula voadora e em instantes estar no Brasil, só para ver a exposição Trilhas do Brincar, em cartaz no Sesc Santo André até 28 de julho. Como sabemos que estamos sonhando, pedimos a uma das curadoras que nos contassem um pouco sobre essa maravilha.

Como um imenso quintal feito de terra, areia, pedra, água e folhas, as crianças podem trocar brincadeiras fazendo barquinhos deslizarem por um rio, cruzando pontes de pneus e até riscando sua própria amarelinha (que em outras regiões do Brasil, também é chamada de macaca, academia, caracol e maré). Espalhados ali estão os melhores momentos da infância e de várias gerações, ou seja: não são brincadeiras de ontem ou de antigamente, mas dos dias de hoje e de sempre. =]

Já que estamos falando de quintal, imagine uma grande árvore tão generosa capaz de mostrar como as crianças brincam por aí. Basta espiar no oco para ver documentários curtinhos em que meninos e meninas jogam com palmas, piões desenham o chão do Cariri cearense e uma garota do rio Xingu usa sementes para brincar de cinco-marias que, para ela, é bole-bole!

Cansou? Deite nas raízes da árvores e ouça o cartunista Laerte, a escritora-ilustradora Lúcia Hiratsuka e o cineasta Helvécio Ratton contando sobre como brincavam na infância. Aliás, você sabe como seus pais e professores brincavam quando crianças?

Legal mesmo é que não há um circuito definido na exposição. Afinal, estamos falando de brincar! Ali, cada um escolhe o que quer fazer. Essa liberdade em imaginar tem agradado muito as crianças, que naturalmente elegeram o espaço das brincadeiras simbólicas, feito de tubos, panos, latas e muitos outros materiais, o contorno de seus desejos.

Agora, viaje com a gente pelas fotos e você vai entender tamanha riqueza cultural, um belo retrato da infância.

Esta é a vitrine do armazém de brinquedos, que traz carrinhos feitos por crianças. Tudo que está aí foi construído com restos de objetos cotidianos encontrados em seus quintais. No dia a dia, elas inventam e se divertem assim.

Esta é a vitrine do armazém de brinquedos, que traz carrinhos feitos por crianças. Tudo que está aí foi construído com restos de objetos cotidianos encontrados em seus quintais. No dia a dia, elas inventam e se divertem assim.

Este armazém destaca o fazer: nas “oficinas” das crianças, a lógica é a da transformação. Na foto também há um calendário, que marca as temporadas do brincar.

Este armazém destaca o fazer: nas “oficinas” das crianças, a lógica é a da transformação. Na foto também há um calendário, que marca as temporadas do brincar.

Que maravilhas esse piões feitos de miolo de goiabeira, de tampinhas de detergente, com restos de pés de cama…

Que maravilhas esse piões feitos de miolo de goiabeira, de tampinhas de detergente, com restos de pés de cama…

Vista da exposição. Depois de brincar muito, o visitante pode descansar em almofadas onde estão bordados versos das músicas que embalam as brincadeiras de corda.

Vista da exposição. Depois de brincar muito, o visitante pode descansar em almofadas onde estão bordados versos das músicas que embalam as brincadeiras de corda.

No quintal de terra, roda-se pião sem pressa. Quem quiser desenhar amarelinha no chão e pular também pode!

No quintal de terra, roda-se pião sem pressa. Quem quiser desenhar amarelinha no chão e pular também pode!

Esta instalação de cantigas de roda funciona como uma engenhoca: quando o visitante gira uma roda de bicicleta, ela faz tocar cantigas de roda de diferentes regiões do país. Que lindeza!

Esta instalação de cantigas de roda funciona como uma engenhoca: quando o visitante gira uma roda de bicicleta, ela faz tocar cantigas de roda de diferentes regiões do país. Que lindeza!

Parabéns a todo o pessoal que montou essa exposição linda e importante. E, principalmente, às curadoras Gabriela Romeu e Renata Meirelles, à Marisa Bentivegna, que fez o Projeto cenográfico, e a todos que trabalharam na pesquisa do Armazém de brinquedos: Gabriela e Renata, Gandhy Piorski, Marlene Peret e Selma Maria.

Por último, alguns assuntos incríveis que têm a ver com esse trabalho: Território do Brincar, coordenado pela educadora Renata Meirelles e pelo documentarista David Reeks. Mapa do Brincar, criado quando a Gabriela Romeu era editora-assistente da Folhinha (foi ela quem coordenou o projeto). E o documentário que elas, Gabriela e Renata, fizeram juntas: Disque Quilombola, lançado no ano passado e contado aqui na Garatujas Fantásticas.

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Com bastante experiência em cenografia, os designers e artistas da Monstrum (de Copenhagen, na Dinamarca) projetam mais do que espaços para atividades físicas e brincadeiras: eles constróem narrativas visuais que convidam a fantasia a se espalhar.

A Monstrum acredita que o projeto do parque infantil deva ser um reflexo do mundo que nos cerca. Por que só brincar numa caixa de areia, quando você pode estar numa cratera da lua, ou num submarino, ou numa aranha gigante, num caracol enorme, num foguete, formiga…

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Com foco em arte e literatura, o Garatujas Fantásticas é uma iniciativa do Estúdio Voador, uma ponte para que adultos e crianças experimentem o mundo juntos, troquem olhares e experiências.